Não se passa mais tantos seriados assim na TV. E ele já não se conecta tanto a mim, como se fosse uma antena, mas a vida segue passando na programação.
Quais os caminhos que nos levaram a tantos desencontros, eu não sei.
Talvez sejam os viadutos, as pontes, ou somente ruas e praças. Mas nos encontramos.
Oliver foi um bom moço. Me ensinou a deseja-lo.
Nos beijamos pela última vez há uma semana pelo menos. E hoje ou ontem seria o seu aniversário.
Continuo sem lembrar.
E o que mais há para se esquecer, não é mesmo?
Fomos um romance de verão, apenas. Quer dizer, primavera. Ou... seria outono?
Inverno, talvez.
Enfim, fomos...
Mas penso que há outros caminhos, outros seriados, outras borboletas.
O que há com as borboletas que agora dão de aparecer em meus sonhos? O que há com elas? Comigo? Saudades, será?
Ou... libertação... quem sabe.